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Estúdio Space Blues – o som que está na cabeça é que manda

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Alexandre Fontanetti, músico, produtor e proprietário do estúdio Space Blues

Este mês a redação da GuitarFree foi conhecer o Space Blues, estúdio de propriedade do músico e produtor Alexandre Fontanetti. Durante seus 16 anos de existência, já foram gravados no espaço mais de 150 discos de artistas das mais variadas tendências como Bruna Caram, Ana Cañas, Mona Gadelha, Monica Tomasi, Marcia Salomon, Luis Tatit, Arrigo Barnabé, Blues Jeans, Os Opalas, entre outros. O estúdio tem grande parte do seu volume de trabalho destinado ao mercado independente que, na opinião de seu proprietário, é onde está a música de verdade, que foge dos padrões estipulados pelo mercado e que, em consequência, são mais duradouros.

guitarras-estudioUma das características mais importantes dos trabalhos realizados  no Space Blues é tentar, sempre que possível, captar a guia da melhor maneira. Para isso, conta com a grande vantagem de possuir equipamentos de alta qualidade para um resultado quase pronto e não ter que ficar mexendo em muita coisa depois. “O famoso ‘na mix a gente arruma’ às vezes não é o melhor caminho”, opina Alexandre, “A essência da música tem que ser registrada”.

O estúdio trabalha com um conceito de produção e que, segundo Fontanetti, é sua maior característica como produtor: juntar tudo para chegar ao resultado desejado pelo artista. Uma sala com bons equipamentos, uma boa música com bons músicos além de sua vasta experiência, são os segredos para seus trabalhos. “No meu entender, captar o som o mais próximo do resultado final faz a música soar melhor. Desta maneira o músico vai se sentir mais confortável, pois este é o som que está na cabeça dele e isso faz uma grande diferença para o resultado final”, explica Alexandre.

estúdio---visao-geralPara que a sonoridade e o resultado final do trabalho produzido pelo Space Blues seja o da mais alta qualidade possível, Alexandre investe nos melhores equipamentos, pois acredita que essas ferramentas fazem a diferença nas suas produções. Dentre eles, os equipamentos antigos e muitas vezes raros colecionados por ele, como os compressores valvulados Urei 1176 e Distressor, os pré-amplificadores Neve 33135 e o valvulado Ampex, e o seu xodó, o microfone valvulado Telefunken AKG ELAM 250 de 1961. Para Alexandre, isso proporciona ao artista a possibilidade de ter uma sonoridade “vintage” onde os sons, tem uma característica mais orgânica. “Os músicos que procuram o Space normalmente são aqueles que prezam pelo som do seu instrumento e que tem como referência sonoridades específicas, e é nesse ponto que esse tipo de equipamento chamado de ‘antigo’ pode ajudar no melhor resultado”, explica.

alexandre-violaoNo entanto, essa preferência de Alexandre de gravar no modo analógico não tira do Space Blues a possibilidade de trabalhar com a tecnologia a favor das gravações, aproveitando o que o digital tem de melhor como edição, armazenamento e, principalmente, compartilhamento de arquivos.

Quando o assunto é mixagem, a preferência de Alexandre ainda é mixar na mesa e não no ProTools, o que não o impede de usar a tecnologia a seu favor para finalizar um trabalho feito em home Studio, por exemplo. Mesmo assim, ele ainda prefere o equipamento mais antigo. “Em uma produção já pronta, existe também a possibilidade de ‘esquentar’ o som e assim posso finalizar o trabalho com uma qualidade melhor do que a captada inicialmente e, para isso, também utilizo esses equipamentos mais antigos”, diz.

microfone-estudioOs instrumentos disponíveis no estúdio também são essenciais para as possibilidades sonoras mais “vintage” do Space Blues, como uma bateria Gretsch da década de 1970, um órgão Hammond M3 com efeito Leslie 147, um piano elétrico Rhodes, uma guitarra Fender Vibro-King e um pedal para guitarra Samamp de 23 watts.

Atualmente, Alexandre trabalha com uma técnica e uma sala de gravação pequena, mas isso por pouco tempo. Faz parte de seus planos (e já está em negociação) um espaço maior. No entanto, o que ele deixa claro, é que, independente do tamanho, o Space Blues não perderá a característica sonora de suas produções.

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