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Guitarrista Fabiano Carelli conversa com a Revista GuitarFree

Foto: MRossi

Foto: MRossi

Ganhar sua primeira guitarra aos 15 anos de idade foi divisor de águas na vida do guitarrista e professor Fabiano Carelli, que descobriu, ainda cedo, a paixão pelo instrumento. Aos 10 anos, Carelli conheceu o rock e aprendeu a gostar com os amigos da rua. Porém, ao longo dos anos tornou-se músico de gostos variados e teve a oportunidade de estudar com grandes nomes da guitarra, como Eduardo Ardanuy, Heraldo do Monte, Joe Moghrabi, Mozart Mello e Paulo Tiné.

O trabalho principal de Fabiano é como guitarrista contratado da Banda Capital Inicial. (Foto: MRossi)

O trabalho principal de Fabiano é como guitarrista contratado da Banda Capital Inicial. (Foto: MRossi)

Atualmente, Fabiano é professor no IG&T (escola de guitarra que faz parte da EM&T) e realiza outros trabalhos paralelos, como o instrumental “Fabiano Carelli”, no qual mostra sua tendência fusion. O guitarrista também está à frente da banda Zinco, onde apresenta um rock autoral e conta com sua esposa (a atriz Mamá Trindade) nos vocais, além dos amigos Marco Aurélio (baixo) e Ricardo Barreto (bateria). E ainda, toca na banda A Máfia, um trabalho de pop rock com os companheiros Aaron (vocais/violões), Viny Ahmar (baixo/backing vocals) e Gel Fernandes (bateria).
No entanto, seu trabalho principal é como guitarrista contratado da banda nacional Capital Inicial, onde atua há oito anos, oportunidade que teve após ser indicado pelo guitarrista brasileiro Wander Taffo, que conheceu quando já lecionava na EM&T.
É possível conferir os solos de guitarra de Fabiano Carelli no Capital Inicial nas canções “Eu adoro minha televisão”, do disco Eu nunca disse adeus, e “Fogo” do DVD Ao Vivo. “Cheguei ao Capital para fazer basicamente as bases, mas aos poucos fui ganhando espaço e hoje posso mostrar um pouco dos meus solos”, conta Fabiano.
No disco Das Kapital, fez as guitarras bases além dos solos nas músicas “Marte em capricórnio” e “Vivendo e aprendendo” além de vários riffs de guitarra. No CD Saturno teve sua maior participação em arranjos e riffs além de deixar sua marca nos solos das músicas “Apocalipse” e “A valsa do inferno”.

Uma das Tagima Telecaster Custom que compõe o setup de Fabiano Carelli

Uma das Tagima Telecaster Custom que compõe o setup de Fabiano Carelli

Ele revela que, no estúdio, o grupo ensaia bastante para gravar mais fielmente e refazer o menos possível. Nos discos do Capital é utilizado o setup que a produção dispõe e necessita para o trabalho, pois como a banda tem uma sonoridade já definida e um conceito estabelecido, usa-se o que for necessário para manter esse padrão. “Normalmente tem um monte de equipamento à nossa disposição no estúdio, tanto amplificadores, quanto guitarras e pedais, pois a idéia é chegar ao som e usar o que tiver de mais preciso para isso”, diz o músico.
No palco, Fabiano costuma usar um JCM 900 da Marshall ou Meteoro MHA 900, aproveitando o drive do ampli para apenas dar um crunch e reforça o sinal com um Zakk Wylde, da MXR com output no máximo e ganho no centro para uma base mais pesada. Quando vai solar e necessita de mais sustain, ele soma mais um over drive Axcess da Giannini com volume “no talo” e drive no 1/4, além do delay também da Axcess, ou seja, “sonzeira” garantida.
Fabiano sabe se posicionar sonoramente em todos os trabalhos que realiza e usa os equipamentos que realmente gosta, independente de ser nacional ou importado. No Capital Inicial, seu principal trabalho, ele se coloca à disposição para realizar o que a banda necessita, tanto em discos quanto ao vivo. É em seus outros trabalhos que ele aproveita para ousar, inovar e fazer coisas diferentes. “No meu trabalho instrumental, uso um amplificador Fender Deluxe com grave no máximo, bastante médio e pouco agudo. Uso o Mystc Drive da Axcess Giannini para base e quando quero um pouco mais de ganho ligo junto o RC Booster sempre com os cabos da Santo Ângelo”, explica.
Ao ser questionado sobre as diferenças entre seus trabalhos, ele fala: “A diferença do som que uso no Capital e nos outros trabalhos é o quanto pesado será minha guitarra. No meu trabalho solo uso menos drive, porém com mais sustain. No Capital o som é mais sujo”.

Fabiano e sua outra Tagima Telecaster

Fabiano e sua outra Tagima Telecaster

Nos shows, Fabiano leva sempre duas guitarras iguais com cordas SG Strings (0.10), sendo uma backup da outra. São as Tagima Telecaster Custon, que são feitas pela Zaganin, com dois humbucker da Seymour Duncan, um JB na ponte e um ´59 no braço com a possibilidade de defasar no potenciômetro de tonalidade, transformando os humbucker em singles, dando uma opção a mais para o som. Na Tele que deixa de backup, o tipo de captação é igual, porém, com dois Di Marzio Classic que tem um pouco menos de ganho e com uma ponta de agudo maior.
Fabiano ainda conta que seu som tem que vir da guitarra e do amplificador, somente. “O que fica entre os dois é para ajudar e não para mudar o som”, diz. “Vejo um monte de gente que troca várias vezes de guitarra no palco por modelos completamente diferentes e o som é o mesmo. Claro que tem a mão de cada um para moldar o som, mas às vezes acho que é um excesso de coisas entre a guitarra e o ampli”, continua. “Na verdade nem troco guitarra. Gosto de tocar com a mesma o show todo”.

Em suas aulas, ele gosta de levar seu setup para tocar com o “seu som”. “Acho mais legal, pois já estou acostumado e sei o que funciona em cada momento e também é legal para o aluno sentir as diferenças entre tocar limpo, com crunch ou com drive”, explica.
Para o futuro, Fabiano pretende abrir o leque de trabalhos para continuar sempre à frente de bons projetos que sejam prazerosos tanto no palco, quanto em aulas e workshops.

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