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Baterista, você sabe como usar os pratos corretamente?

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Os bateristas sabem que os pratos de bateria precisam de técnica para serem tocados. Aliás, os pratos são os maiores orgulhos de um baterista. Engana-se quem acha que os “coitados” devem ser espancados à torto e a direito com toda raiva no intuito de fazer um barulho ensurdecedor. E não estamos falando somente do aspecto técnico. Pratos bem utilizados duram mais e economizam no seu bolso, então é bom ficar atento. Antes de falar dos cuidados que você deve ter com seus pratos, vamos falar de cada tipo:

prato-bateria-crash-ataqueCrash – o famoso Prato de Ataque

O prato de ataque (ou Crash) produz um som alto e cortante, utilizado geralmente para determinadas acentuações nas músicas. Normalmente é tocado durante os grooves (ou fills, ou viradas). As características de um crash são um som explosivo, que tenha ataque rápido, um sustain prolongado e com volume alto. As medidas mais utilizadas nos crashes vão de 14” a 19”. Existem crashes de até 21”.

 

 

 

prato-bateria-chimbal-hit-hatHi-Hat, Chimbal, Chipo, Prato de choque…

O termo “Hi-Hats” (ou chimbal, ou chipo, ou simplesmente “hats”) é usado para definir o par de pratos montados em uma estante especial (máquina de chimbal) que permite que os pratos sejam tocados um contra o outro através de um pedal. Podem ser aproximados ou separados ao se acionar ou aliviar o pedal, respectivamente. Podem ser tocados com baquetas ou vassourinhas, com os pratos fechados, durante a abertura ou abertos, ou ainda acionando o pedal para trazer os pratos juntos de forma vigorosa. Assim como o ride, tem a função de conduzir o ritmo.

 

 

prato-bateria-ride-conducaoRide – o indispensável Prato de Condução

O Ride é o mais nobre dos pratos, pois permite uma variedade muito grande de sons devido ao seu desenho. Ele é utilizado para conduzir o groove. Condução é a parte serve como uma base para se colocar as batidas acentuadas (geralmente caixa e bumbo). A condução geralmente é feita no Ride ou nos Hi-Hats (ou chimbal, ou chipo). Seus harmônicos são mais agudos e cortantes em pratos usados em rock/pop e mais graves e encorpados em pratos usados em jazz e blues. Os tamanhos de rides mais utilizados estão entre 18” e 22”, embora existam rides de até 24”. Os tipos de Prato de Condução mais conhecidos, são: Crash ride, que serve para além da condução, uma forma de ataque. e Control ride, que é o ride mais comum, com o som mais agudo e serve para manter a “levada”. 

prato-bateria-splashSplash – o Prato de Ataque sutil

O splash (ou prato de corte) é um prato de efeito derivado do crash (Ataque). Alguns percussionistas e bateristas de reggae e jazz sentiram a necessidade de um som de crash com menor volume, mais ataque, menos volume e menos sustain que os crashes convencionais. O splash produz um som cortante como o prato de ataque, porém em menor escala, utilizado geralmente para pequenos efeitos nas músicas.

 

prato-bateria-chinaPrato Chinês – Os Chinas

Os Prato China (pronuncia-se pronuncia-se “tcháina”) é um prato de efeito inicialmente usado por percussionistas, mas foi rapidamente adotado pelos bateras de fusion e daí pro rock foi um passo. Ele possui um timbre diferenciado, com predominância de som na faixa dos médio agudos, utilizado a gosto do instrumentista para efeitos e destaques nas músicas. São facilmente identificáveis pelo seu bordo recurvado para o exterior, ao contrário dos pratos turcos que praticamente não são recurvados. Seu tamanho varia muito, desde 8″ até 26″ em alguns casos.

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Agora vamos aos cuidados que você precisa ter com eles. O primeiro é não bater no prato no mesmo movimento que se bate um martelo. O ideal é você fazer um movimento de chicote e não usar o pescoço da baqueta, e sim a ponta, para que o impacto não seja muito agressivo. Outro detalhe muito importante, que interfere diretamente na sonoridade quando se toca, é a maneira como os pratos devem ficar presos no pedestal. Eles não podem ficar muito presos, pois precisam vibrar naturalmente. Caso a vibração seja “travada” eles podem rachar ou quebrar. Se ficarem soltos demais a tendência é que eles fiquem muito soltos e você perca a precisão. Então fica a dica. Ache o meio termo.

É importante também não deixarem os pratos muito retos nos pedestais. Caso isso aconteça, a chance de quebrá-los é maior, pois a baqueta atingirá com mais pressão a borda. Ela, normalmente, é a primeira região do prato a rachar, então, quanto mais usar a superfície mais chances de durar mais. Fique atento e não permita seu prato entrar em contato direto com a estante.  Aquelas borrachas nos parafusos servem para isso.

Sobre a maneira correta de tocar é interessante lembrar que os pratos variam e suas características determinam a maneira como você irá tocá-los.

Para potencializar melhor o Hit Hat use a ponta da baqueta e bata na superfície do prato Top. O som assim será mais limpo. No entanto, alguns bateristas usam a borda para conseguir volume e peso.

O Ride deve ser tocado com ponta da baqueta no corpo do prato e na cúpula usa-se a ponta  para tirar mais volume e conseguir boa dinâmica.

O Splash é um prato pequeno e mais fino, por isso, é importante ter cuidado na hora de tocá-lo. Você não precisa bater nele com a mesma força que toca um crash ou china. Com um mínimo de força dá para tirar com qualidade seu som brilhante e estalado.

A última dica é escolher marcas de prato com qualidade. Se puder faça um set de um mesmo fabricante porque as timbragens se adaptam e você irá sofrer menos com a sonoridade.

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